sexta-feira, 24 de novembro de 2017

MULTIVERSO II

 Intermináveis teorias
denegam o que antes era irrefutável.
E para este fim infindável
quantas cabeças rolaram...
e quantos “nóbeis” desmistificados.]

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço”
Mas “num mesmo espaço
Coabitam tempos diferentes”.

Parece incoerente!?

Pois digo com toda propriedade:
- Se rasgarem o coração de uma mãe
Verão todos os filhos unificados
Igualmente amados e alinhados,
No mesmo espaço e no mesmo tempo.

Nas suas entranhas,
Dois ou mais corpos nutrem-se do
mesmo sustento.
Vidas crescem dentro de sua vida,
Onde palpitam mais de um coração,
Cérebros, espíritos e inteligências,
Numa única e milagrosa existência.

Se quiserem levem-me à julgamento
Que a ciência rasgue a minha teoria
Mas não ocultará a verdade dos meus versos.

Todo o universo feminino me absolverá
E toda mãe, por certo, me advogará.
Pois o nosso ventre, no mesmo espaço e tempo
- É o céu, que sempre parirá multiversos.
 
    Rio, 04 de setembro de 2011.  Jailda Galv
  Intermináveis teorias
denegam o que antes era irrefutável.
E para este fim infindável
quantas cabeças rolaram...
e quantos “nóbeis” desmistificados. 

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço”
Mas “num mesmo espaço
Coabitam tempos diferentes”.

Incoerente!?

Pois digo com toda propriedade:
- Se rasgarem o coração de uma mãe
Verão todos os filhos unificados
Igualmente amados e alinhados,
No mesmo espaço e no mesmo tempo.

Nas suas entranhas,
Dois ou mais corpos nutrem-se do
mesmo sustento.
Vidas crescem dentro de sua vida,
Onde palpitam mais de um coração,
Cérebros, espíritos e inteligências,
Numa única e milagrosa existência.

Se quiserem levem-me à julgamento
Que a ciência rasgue a minha teoria
Mas não ocultará a verdade dos meus versos.

Todo o universo feminino me absolverá
E toda mãe, por certo, me advogará.
Pois o nosso ventre, no mesmo espaço e tempo
- É o céu, que sempre parirá multiversos.
 
    Rio, 04 de setembro de 2011.  Jailda Galvão Airesão Aires
  

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