sábado, 12 de abril de 2014

SOLIDÃO

       

É triste a solidão...
E eu estou sozinha...
Num silêncio eterno
Sem luz
Sem calor,
Sem voz,
Sem teto. 

É triste a solidão...
E eu estou sozinha...
Ao frio das noites
Sem canções
Sem luar,
Sem amor,
Sem estrelas;
Sem um gesto sutil
De um triste adeus... 

É triste a solidão...
E eu estou sozinha...
Num suplício de dor e desalento
Ao sabor do vento que me gela a alma
Ao triste despertar das horas mortas
Sem espera,
Sem sonhos...
- Sequer um leve  e sussurrante aceno,
De tudo o que passou,
Quando a vida era vida para mim.

       Brejões-Ba. 2/2/68 Jailda  Galvão Aires.
 
 
 





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