quinta-feira, 15 de julho de 2010

VERCEJANDO



Se os versos versejam,
Versáteis que sejam,
Quem tem dó de mim?
Se forem mal feitos
Ou mesmo imperfeitos
Não ferem assim.

Se os versos que verso,
Revira meu avesso
Versados não são.
É vero o que digo,
São pobres, não ligo,
Que importa a versão.

Os versos versados
Vernaculizados,
Sinceros serão?
Perfeitas poesias,
Mesclando ironias

Verossímeis? Não.

Meus vívidos versos
Quer sejam aversos,
Quem sabe de mim?
Se são controversos,
São puros meus versos,
Não os tratem assim

Se as letras que vergo,
Eu sempre as enxergo,
Mostrando quem sou
Escondo nos versos
Meus ais, meus reversos,
Versejando eu vou.

Prefiro meus versos
Que as rimas, não meço,
São pobres, mas meus.
Reversos da alma
Versando me acalma
Meus versos sou eu.

Rio, 11/10/2008. Jailda

4 comentários:

Anônimo disse...

lindo poema , mae. Bjs.
Andre.

Magaly Evangelista disse...

Recebi indicação para visitar seu Blog, parabéns está lindo!

Magaly Evangelista

ana carolina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ana carolina disse...

Que delicadeza...
Lindo!

beijos