terça-feira, 17 de maio de 2011

A MORTE DOS SENTIDOS



Plasmei todos os meus versos

Controversos

Liquefiz os meus porquês.

Clonei minha alma vazia

Sem poesia

Duplicando meu sofrer. 

Triturei os meus espelhos

De tão velhos

Não refletiam meu olhar

Vedei todas as janelas

E sem elas

Nunca mais pude sonhar. 

Tendo meu corpo sulcado

Tatuado

Sem arremate ficou.

As rugas como patente

Fere a gente

Como o espinho à flor. 

Tapei as minhas narinas

Quais cortinas

Só os perfumes guardei.

São restos de primaveras

E quimeras

Do que vivi e amei.

Ensurdeci meus ouvidos

Sem ruídos,

O silêncio me envolveu

Só o rugido das feras

Reverbera

No que antes era eu 
 Rio,18/05/2011 Jailda.

2 comentários:

Emoções disse...

Poetas

Poetas são flores,
Que com o tempo começam a desbrotar,
As pétalas são o pensamento,
Que ao longo vai recitar.


Poetas são estrelas a Brilhar,
As suas luzes vêem do céu,
Que com um toque de magia,
Começam a se esnpirar.

Poetas são águas,
Que vão ao rio a descer,
Vão levando as tristezas,
Que deixaram de viver.

Anônimo disse...

Nostálgico mas lindo.
Só mesmo a saudade é companheira.