quarta-feira, 9 de julho de 2025
terça-feira, 8 de julho de 2025
NOVO AMOR É MAIS GOSTOSO (Pagode)
Pra esquecer um velho amor
O segredo é um novo
Pra esquecer um
velho amor
O remédio é um
novo
Nasce bem mais
forte a flor
E mais linda no
renovo
Nasce bem mais
forte a flor
E mais linda no
renovo
É é é
Novo amor é mais
gostoso
É é é
Novo amor é mais
gostoso
O passado já passou
O futuro te espera
O inverno é quem
aduba
Os jardins na
primavera
Fecha a porta da
tristeza
E escancara as
janelas
Deixa vir
Vida nova te espera
Deixa vir
Vida nova te espera
Surfa a onda, vai com gás
Faz da vida um novo
astral
Pois quem olha para
trás
Vira estátua de sal
Parte para um novo
amor
Abre os braços num
abraço
Deixa, vir...
Encaixar no teu
regaço
Deixa, , vir...
Encaixar no teu
regaço
Nasce bem mais forte a flor
E mais linda no
renovo
É é é
Novo amor é mais
gostoso
É é é
Novo amor é mais
gostoso.
Salvador, 08/07/25
Jailda Galvão
terça-feira, 24 de junho de 2025
RENATO - MEUS OITO ANOS
Quantas
lembranças eu tenho
Arquivadas
no meu peito
Pretérito
mais-que-perfeito
Vivências
que não tem fim.
Recordações
que parecem
Estrelas
que resplandecem
E
brilham dentro de mim
Quantas
saudade eu tenho
Da minha eterna criança
Da
casa e da vizinhança
Do
lugar onde vivi
Da
Itamotinga dourada
Montanhas
esbranquiçadas
Pedra
em tupi-guarani
São
lembranças tão ditosas
Os dias de minha infância,
Da casa, guardo a fragrância,
Tão
bela como um poema
Cada
mano que chegava
As
roupinhas perfumadas
Com
incenso de alfazema
Quão
alegres eram os dias
E
as noites de São João
Estrelas
beijando o chão
Canjica
e mungunzá
Ruas
cheias de fogueiras,
Fogos,
forró, brincadeiras,
Itamotinga
a dançar.
Como
esquecer o Natal?!
No
presépio os sapatinhos
Esperando
os presentinhos
Uma
alegria sem igual
A
noite o carrossel,
Comidas,
doces a granel,
Festança
no arraial.
Jayme
Galvão e Zildinha
Faziam
a festa inteira
Dirigiam
a brincadeira
Numa
alegria sem igual
Barracas,
doce a granel,
Sanfona
no carrossel
Festança
no arraial,
Eu
gostava de aprontar,
Com
minhas caras irmãs,
Que
ao despertar de manhã,
Lá
no teto balançando,
Suas
bonecas. Coitadas!
Tão
belas, mas, enforcadas,
Saiam
as duas chorando.
E
os roletes de cana
Os
grandes eram só meus,
Das
manas se via o céu
Pois
os cortava fininho,
E
os canudos de mamão
Eu
ficava com o grandão
Bebia
a água sozinho.
E
a guerra de mamona
Eu
no alto da mangueira
Manos
no chão em fileira.
Embaixo
chumbo levando,
Tonho
e Chico - os caçulas,
Apanhavam
como mulas,
Eu
só sorrindo e atacando
De
Sampa, a mercadoria,
Trazida
pela manada
Deixava
a praça tomada
Gente
por todos os lados,
À
noite nossa família
No
salão se reunia
Pondo
o preço avaliado.
“De
camisa aberta ao peito”
No
riacho, em pleno sol,
Pescava
com meu anzol,
Piaba
e peixe miudinho
Saia
às escondidas
Fugindo
de mamãe Zilda.
Retornava
de mansinho.
Nosso
Padrinho Etelvino
Parecia
um adivinho
Chegava
bem de mansinho
Quando
o coro ia cantar.
Nos
livrava do castigo.
Até
hoje ainda bendigo.
O
meu padrinho chegar.
Assim
vivi minha infância
Jogando
bola na rua
Ao
clarão da grande lua
Clareando
o arraial
Pique
esconde, e pelada,
Guerra
com a molecada
Gude
e batalha naval.
Certo
dia eu me dei conta,
Que
minha infância fugia,
Para
Ilhéus eu partiria
Pra
estudar de verdade
Papai
dormiu ao meu lado
Os
dois deitados abraçados
Soluçando
de saudade.
Partimos
em dois cavalos
Numa
tristeza sem fim
Pensava
dentro de mim
Viver
sozinho eu vou.
Moraria
num internato,
Para
alegria, de fato,
Tia
Nair me adotou.
E
assim meus oito anos
Bem
descrito por Abreu
Confesso
encontrei o céu
Em
cada verso descrito
A
minha infância querida.
Guardarei
por toda a vida
Os
anos mais que benditos.
De:
Jailda Galvão Aires
Para
Renato Andrade Galvão
quarta-feira, 4 de junho de 2025
VALSAR MEUS SONHOS
Anseio
numa valsa valsar meus sonhos.
Reclinar-me
em campos aveludados...
Ouvir
meus risos pueris, risonhos,
Que se
esconderam lá no meu passado.
Quero em
meu canto catar estrelas,
E
escondê-las em caixas de cetim.
E assim,
ninguém virá surpreendê-las,
Nem escondê-las bem longe de mim.
Quero o lume de mil vaga-lumes
Ilumiando
a noite de pique esconde
Onde a
menina do meu olhar negrume,
Colha o perfume da florida fonte
Quero no dorso de mil borboletas,
Irrequietas, em direção ao céu.
Pintar o
espaço de azul violeta
Ser
Julieta nos braços de Romeu.
Quero
dançar sorrindo em cada dança
Vivificar
meus sonhos mais sonhados
Enlaçados
à minha eterna criança
Numa
aliança, com o meu passado.
Jailda Galvão Aires
domingo, 4 de maio de 2025
EU A LÉM DA FÍSICA
Nessa metamorfose inconstante,
Serei eu uma crisálida encantada,
Batendo as asas num voo triunfante!
Lagarta, borboleta, gnomo, fada.
Serei girino na lagoa serena,
Jamais um sapo transformado em rei.
Não mudarei a vida através da pena,
Nos versos, controversos, que eu criei.
Não quero alterar os pensamentos,
E nem as contorvérsias existentes.
Embebo-me na luz do firmamento,
Sem esperar que alguém me oriente
As estrelas que vemos tão distantes,
Mortas estão, mas, vivem ao brilhar!
Serei na vida mais um ser errante...
Metafísica eu sou ao filosofar.
Jailda Galvão Aires
BIBLIOTECA MUNDIAL DE LETRAS Y POESÍA
Tema: Essa metamorfose ambulante maio/2025
sexta-feira, 2 de maio de 2025
ÁRCO ÍRIS DE FLORES
Rosa vermelha (1)
néctar da abelha
rubra paixão
do coração
cheia de mel
voou ao léu
posou no céu
Cravo laranja (2)
com sua franja
trás energia
muita alegria
toda faceira
voou ligeira
a terra inteira.
O girassol (3)
seguiu o sol
todo amalelo
foi pro castelo
subiu a torre
num corre corre.
o céu percorre
A verde flor (4)
qual beija-flor
pôs a grinalda
de esmeralda
estonteante
subiu o monte
voou distante
A flor azul (5)
a rosa blue
saiu andando
corrupiando
desceu o rio
logo sumiu
ninguém mais viu.
A-flor-de-lis (6)
toda feliz
viu a anileira
bela, faceira
correu atrás
como num ás
não voltou mais.
A flor violeta (7)
qual borboleta
voou voou
sobrevoou
onde pousou
Ninguém achou
não mais voltou
As sete flores
as sete cores
as sete íris
um arco-íris
que a terra alcança
fez-se aliança
de Deus herança
Jailda Galvão Aires
Rio 21 de junho de 2025.
vermelho- laranja - amarelo - verde - azul - anil- laranja- vermelho
O arco-íris
roubou a íris
ADEUS ADEUS
Ontem
eu te amei
me entreguei
extravasei
te sublimei
eras só meu
dissestes adeus.
Hoje
inda te amo
por ti eu chamo
por ti derramo
me esparramo
nos sonhos meus
nos beijos teus
Amanhã
amar-te-ei
levar-te-ei
relembrarei
meu doce rei
Julieta sou eu
amado Romeu
A vida passando
Vou conjugando
te esperando
não te encontrando
por ti chorando
em vão clamando
não és mais meu
pra sempre adeus.
adeus, adeus...
Jailda Galvão Aires...


