Eu
vim do cisco de alguma estrela,
Do
pó da terra que alimenta a vida,
Sou
energia sem poder contê-la,
Usina
transbordando. Incontida.
Sou
as marés que ninguém pode detê-las
Fases
da lua crescente e retraída
Ondas
do mar revolto que encapela,
Borboleta
esvoaçando distraída
Sou
energia de um átomo travesso,
Que
atravessou as brunas do universo,
No
bico alado d'uma gentil cegonha,
Aterrissei
num berço improvisado
Num
caixote de cetim acolchoado
Feito
por minha mãe feliz, risonha.
Jailda Galvão Aires
Nenhum comentário:
Postar um comentário