Vou pelos campos floridos
coloridos
flores por todo caminho
prenúncios da primavera
reverbera
reverbera em cada ninho.
Jailda Galvão Aires
Imagem do Google
Vou pelos campos floridos
coloridos
flores por todo caminho
prenúncios da primavera
reverbera
reverbera em cada ninho.
Jailda Galvão Aires
Imagem do Google
A perfeita criação dá sábia mãe natureza
Despeja do céu o prateado
pranto
Que adentra a terra em
chuvas torrenciais
E como encanto
Se acomoda em poços
subterrâneos
como um mar doce e calmo
subcutâneo
Sob a pele da terra bordando
o seu manto
vai pouco a pouco minando,
minando
Aflorando a superfície em
borbulhas límpidas
Como cristais translúcidos e
prateados.
Vai deslizando do alto monte
Roubando os raios do
horizonte
serpenteando entre as
árvores frondosas
sobre as folhas amareladas que
adubam o chão.
O Rio genuíno, caudaloso,
Com numerosos afluentes,
Na Serra da canastra nasce o Grande Chico
Descoberto no dia de São
Francisco,
O Extenso e rico manancial
Rio da Integração
Nacional
Genuinamente brasileiro,
Se expande altaneiro,
Quedas dágua vão
formando
Pouco a pouco crescendo e se
alargando
Atravessando cinco estados
Noventa afluentes margeados.
Em cascatas monumentais
As nuvens espumantes
se agiganta
Em sons magistrais
assemelha-se a um extenso
véu,
Repleto de nuvens brancas,
borbulhantes
Véu de noiva em em fios de diamantes
Casando a Terra com o
nubente céu.
A passarada, por toda a mata
canta a Graça,
Mostrando a glória de
Deus.
Jailda Galvão Aires
Um filete de Água sai do monte
Uma lágrima como se a terra chorasse o árido penhasco
Uma gota de ovalho tremulante
Borbulhando
Há um silêncio
nostálgico que entra sorrateiramente
quando o ninho,
pouco a pouco vai ficando vazio...
O vozerio dos
filhos, os gritos, as gargalhadas, os mil porquês, antes tão nítidos e tão
persistentes, por algum tempo parecem ecoar pela sala, pelos cantos, no
tilintar dos pratos na mesa de jantar. E pensar que tudo foi ontem e ressoa tão
distante e se faz tão presente. Qualquer barulho tem uma história...
Não. Quatro
histórias que se repetem. Não. Cada um é uma história.
Um choro, um
sorriso. Ah! o primeiro sorriso, o primeiro balbucio, o primeiro papá quando eu
ensaiei tanto: mamã, mamã, mamã...
-Papá.
-Mamã.
-Papá, vovó,
papá, vovó.
Quantas noites
sem dormir... O choro com cara de dor, em que parte daquele frágil corpinho? A
febre, o xarope, a mamadeira, o xixi, o cocô, o vômito, outro banho. E fez
tanto frio nas madrugadas do Rio...
1975 - Leonardo - o primeiro Filho! 1976, Juninho que no meucolo assistiu ao primeiro ano do irmão. As madrugadas eram estremamente frias Até granizo caiu. E eu recém chegada... Apavorada! Mãe de
primeira viagem e a parentela tão longe...
Ah! E o cheiro
de alfazema invadindo a penumbra do quarto!
O balanço do
berço... A canção de ninar, o primeiro balbucio... A primeira passada – uma festa! O primeiro
aniversário! Em casa mesmo tudo feito pela mamãe. O papai comprou o bolo mais
bonito e gigante que encontrou!
1979, sozinha,
com os dois quase da mesma idade, corri para a Bahia, eu também precisava de colo.
De colo de mãe. Agora sei porque André Luiz é sambista e compositor. Não nasceu estreiou.
1983 – Incógnita toatal. O bebê estava de costas em todas as ultrassonografia. Chegou o momento do nascimento. Ouvi a vóz do Dr. Carlos: - Eu não disse que era uma menina! O meu grito de alegria ecoou por toda a maternidade! Minha filha! Minha filha! Fui imediatamente sedada para para o término da cesariana. O pai gesticulava por trás da equipe médica: É uma menina! A
nossa menina. E eu apagada, no sono anestésico.
Ontem quase não dormi
De tanta felicidade!
Oito anos é uma idade,
Que não se esquece. Vê bem:
É Metade da infância,
Muito pouco a distância
Dá juventude que vem.
Mui feliz estou vivendo,
A aurora da minha vida,
A minha infância querida
Guardarei no coração.
Amo brincar de boneca,
Ser a menina sapeca,
Minha vida é uma canção!
Oito anos hoje completo,
Tenho saúde e vigor,
Vivo repleta de amor,
E, amor eu tenho pra dar.
Sou peralta com certeza
Minha vida é uma riqueza
Por isso vivo a cantar.
Eu tenho muitos amigos,
Por todos eu sou querida
Minha igreja é a preferida
Eu amo a todos também.
Quer no play ou na escola,
Pulo corda, jogo bola,
Sou feliz como ninguém.
Minha família é completa:
Meu pai - o melhor do mundo!
Minha mãe - amor profundo!
O mano meu amigão.
As vezes a gente briga,
Sou como uma formiga,
Enfrentando um formigão!
Minha mãe ralha com a gente.
Mas, logo tudo se esquece,
Basta apenas uma prece,
E tudo volta ao normal
Minha família é maneira,
Tudo é festa e brincadeira.
O Meu mundo é genial!
Minha família é demais!
Vovô Guinho - é o mais forte,
Mede forças com um garrote
Vovô Job - o caladão.
Vovó Nice faz bonecas,
Com a cara de sapeca,
Sou a sua inspiração!
Vovó Jailda - uma festa!
Canta dança, faz poesia,
Sua casa - uma alegria!
Gostamos muito de lá.
Quando junta a primalhada,
Ela fica atrapalhada,
Tentando nos acalmar.
Tio Dedé é o tiozão!
Vai ao cinema com a gente,
O tio Léo vive contente!
Tio Juninho - o garotão.
Tio André é excelente,
Tio Rodrigo- o paciente.
Moram no meu coração.
Sou a única menina!
De todo este batalhão
Seis primos e um irmão.
Gosto muito de estudar.
Meu reinado é bem feliz
Eu sou a Rebecca Lis
Amo viver e sonhar.
Jailda Galvão Aires 08/10/2025
Na correnteza do rio...
deixando o sagrado ninho
caiu um passarinho
e o rio indiferente
tragou-o em água corrente.
entre troncos e barrancos
O canto do Uirapuru silenciou a mata
A cachoeira parou sua
cascata
Os pássaros quedaram seu cantar
Até as flores dançaram ao
escutar
Hipnotizados pelo belo canto
Guaraçá traz na voz o puro
encanto
Anahi - esposa do cacique
A índia mais encantadora e
chique
A mais formosa brasiliense
De toda a tribo amazonense.
Tupã com pena deste amor amado
Transformou Guaraçá num ser
alado
Com o canto mais bonito deste
mundo!
E Anahi, com seu amor profundo,
Escuta em silêncio o seu cantor
E sabe quão terno e eterno é
este amor.
E Guaraçá com a flauta de banbu.
Vivificado ficou na lenda do
Uirapuru.
Jailda Galvão Aires
Imagem do Google
"Espinho cheirando a flor" qual o poeta,
- Exprime a dor de uma saudade,
É uma flor lilás que não evade
Permanece pra sempre e espeta.
É uma dor que aninha bem secreta
Um sentir que intui uma eternidade,
Traz veneno na ponta de uma seta
Que injeta sem dó. Sem piedade.
É uma flor que esconde seus espinhos,
Na beleza das cores aveludadaz
Minha terra tem mil cores
Beleza cinzelam flores
À sombra dos cacauais
Nascem hortênsias cheirosas,
Orquídeas mais que formosas
Perfume dos laranjais.
Tem as morenas faceiras
Que à sombra das laranjeiras
Deitam corpos sensuais
Homens fortes e suados
Pelo sol, lindos, tostados
Trabalhadores braçais.
Bahia do céu de anil
Terra-mãe do meu Brasil
Nossa capital primeira
Onde corre nas artérias
Sangue de Maria Quitéria
Mulheres fortes, guerreiras!
Sob o Sol em Dois de Julho
Triunfou com todo orgulho
A Independência total.
Berço de nossa cultura
Onde a crença se mistura
Nesta terra sem igual.
Bahia de Todos os Santos
Tem cravada em seu manto
As cores da liberdade
Onde aportou Pedro Álvares
Nasceu Rui e Castro Alves
Desbravando a imensidade!
Em sua geografia
Tem o mapa da Bahia
O formato do Brasil.
O seu DNA guerreiro
Tá no sangue Brasileiro
Sob o imenso céu anil.
Jailda Galvão Aires
17/novembro de 2025