quarta-feira, 27 de agosto de 2025

PRIMAVERA

ALBAP Academia Luso-Brasileira de Artes e Poesia
Academica: Jailda Galvão Aires
Cadeira 60
Patrono: Casimiro de Abreu
Estilo: Cata- Vento (criação de Jailda Galvão Aires)
Título: CAMPOS FLORIDOS
1°Postagem Dia Oficial 15/10/2025

Vou pelos campos floridos

         coloridos

flores por todo caminho

prenúncios da primavera

          reverbera

reverbera em cada ninho.

Jailda Galvão Aires

Imagem do Google


O VELHO CHICO.

A perfeita criação dá sábia mãe natureza 

Despeja do céu o prateado pranto  

Que adentra a terra em chuvas torrenciais

E como encanto

Se acomoda em poços subterrâneos

como um mar doce e calmo subcutâneo

Sob a pele da terra bordando o seu manto

vai pouco a pouco minando, minando

Aflorando a superfície em borbulhas límpidas

Como cristais translúcidos e prateados. 

Vai deslizando do alto monte

Roubando os raios do horizonte

serpenteando entre as árvores frondosas

sobre as folhas amareladas que adubam o chão. 

O Rio genuíno, caudaloso, 

Com numerosos afluentes,

Na Serra da canastra nasce o Grande Chico

Descoberto no dia de São Francisco,

O Extenso e rico manancial

Rio da Integração Nacional

Genuinamente brasileiro,

Se expande altaneiro,

Quedas dágua vão formando

Pouco a pouco crescendo e se alargando 

Atravessando cinco estados

Noventa afluentes margeados.

Em cascatas  monumentais

As nuvens  espumantes se agiganta

Em sons magistrais

assemelha-se a um extenso véu,

Repleto de nuvens brancas, borbulhantes

Véu de noiva em em fios de diamantes

Casando a Terra com o nubente céu. 

A passarada, por toda a mata

 canta a Graça,

Mostrando a glória de Deus. 

Jailda Galvão Aires

 

 







Um filete de Água sai do monte

Uma lágrima como se a terra chorasse o árido penhasco

Uma gota de ovalho tremulante

Borbulhando 


segunda-feira, 25 de agosto de 2025

NASCIMENTO DOS QUATRO FILHOS

Há um silêncio nostálgico que entra sorrateiramente

quando o ninho, pouco a pouco vai ficando vazio...

O vozerio dos filhos, os gritos, as gargalhadas, os mil porquês, antes tão nítidos e tão persistentes, por algum tempo parecem ecoar pela sala, pelos cantos, no tilintar dos pratos na mesa de jantar. E pensar que tudo foi ontem e ressoa tão distante e se faz tão presente. Qualquer barulho tem uma história...

Não. Quatro histórias que se repetem. Não. Cada um é uma história.

Um choro, um sorriso. Ah! o primeiro sorriso, o primeiro balbucio, o primeiro papá quando eu ensaiei tanto:  mamã, mamã, mamã...

-Papá.

-Mamã.

-Papá, vovó, papá, vovó.

Quantas noites sem dormir... O choro com cara de dor, em que parte daquele frágil corpinho? A febre, o xarope, a mamadeira, o xixi, o cocô, o vômito, outro banho. E fez tanto frio nas madrugadas do Rio...  1975 - Leonardo - o primeiro Filho! 1976, Juninho que no meucolo assistiu ao primeiro ano do irmão. As madrugadas eram estremamente frias Até granizo caiu. E eu recém chegada... Apavorada! Mãe de primeira viagem e a parentela tão longe...

Ah! E o cheiro de alfazema invadindo a penumbra do quarto!

O balanço do berço... A canção de ninar, o primeiro balbucio...   A primeira passada – uma festa! O primeiro aniversário! Em casa mesmo tudo feito pela mamãe. O papai comprou o bolo mais bonito e gigante que encontrou!

1979, sozinha, com os dois quase da mesma idade, corri para a Bahia, eu também precisava de colo. De colo de mãe. Agora sei porque André Luiz é sambista e compositor. Não nasceu estreiou. 

1983 – Incógnita toatal. O bebê estava de costas em todas as ultrassonografia. Chegou o momento do nascimento. Ouvi a vóz do Dr. Carlos: - Eu não disse que era uma menina! O meu grito de alegria ecoou por toda a maternidade! Minha filha! Minha filha! Fui imediatamente sedada para para o término da cesariana. O pai gesticulava por trás da equipe médica: É uma menina! A nossa menina. E eu apagada, no sono anestésico.


sábado, 23 de agosto de 2025

REBECA LIS - MEUS OITO ANOS

 Ontem quase não dormi

De tanta felicidade!

Oito anos é uma idade,

Que não se esquece. Vê bem:

É Metade da infância,

Muito pouco a distância

Dá juventude que vem.

 

Mui feliz estou vivendo,

A aurora da minha vida,

A minha infância querida

Guardarei no coração.

Amo brincar de boneca,

Ser a menina sapeca,

Minha vida é uma canção!

 

Oito anos hoje completo,

Tenho saúde e vigor,

Vivo repleta de amor,

E, amor eu tenho pra dar.

Sou peralta com certeza

Minha vida é uma riqueza

Por isso vivo a cantar.

 

Eu tenho muitos amigos,

Por todos eu sou querida

Minha igreja é a preferida

Eu amo a todos também.

Quer no play ou na escola,

Pulo corda, jogo bola,

Sou feliz como ninguém.

 

Minha família é completa:

Meu pai - o melhor do mundo!

Minha mãe - amor profundo!

O mano meu amigão.

As vezes a gente briga,

Sou como uma formiga,

Enfrentando um formigão!

 

Minha mãe ralha com a gente.

Mas, logo tudo se esquece,

Basta apenas uma prece,

E tudo volta ao normal 

Minha família é maneira,

Tudo é festa e brincadeira.

O Meu mundo é genial!

 

Minha família é demais!

Vovô Guinho - é o mais forte,

Mede forças com um garrote

Vovô Job - o caladão.

Vovó Nice faz bonecas,

Com a cara de sapeca,

Sou a sua inspiração!

 

Vovó Jailda - uma festa!

Canta dança, faz poesia,

Sua casa - uma alegria!

Gostamos muito de lá.

Quando junta a primalhada,

Ela fica atrapalhada,

Tentando nos acalmar.

 

Tio Dedé é o tiozão!

Vai ao cinema com a gente,

O tio Léo vive contente!

Tio Juninho - o garotão.

Tio André é excelente,

Tio Rodrigo- o paciente.

Moram no meu coração.

 

Sou a única menina!

De todo este batalhão

Seis primos e um irmão.

Gosto muito de estudar.

Meu reinado é bem feliz

Eu sou a Rebecca Lis

Amo viver e sonhar.

 

Jailda Galvão Aires 08/10/2025

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

O PÁSSARO E O RIO

Na correnteza do rio...

deixando o sagrado ninho

caiu um passarinho 

e o rio indiferente

tragou-o em água corrente.

entre troncos e barrancos


A LENDA DO UIRAPURU

O canto do Uirapuru silenciou a mata

A cachoeira parou sua cascata 

Os pássaros quedaram seu cantar

Até as flores dançaram ao escutar

Hipnotizados pelo belo canto

Guaraçá traz na voz o puro encanto

Anahi - esposa do cacique

A índia mais encantadora e chique

A mais formosa brasiliense

De toda a tribo amazonense.

 

Tupã com pena deste amor amado

Transformou Guaraçá num ser alado

Com o canto mais bonito deste mundo!

E Anahi, com seu amor profundo,

Escuta em silêncio o seu cantor

E sabe quão terno e eterno é este amor.

E Guaraçá com a flauta de banbu.

Vivificado ficou na lenda do Uirapuru. 

Jailda Galvão Aires

Imagem do Google

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

"Espinho cheirando a flor" qual o poeta,

- Exprime a dor de uma saudade,

É uma flor lilás que não evade

Permanece pra sempre e espeta.


É uma dor que aninha bem secreta

Um sentir que intui uma eternidade,

Traz veneno na ponta de uma seta

Que injeta sem dó. Sem piedade.


É uma flor que esconde seus espinhos,

Na beleza das cores aveludadaz


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

BAHIA MÃE

Minha terra tem mil cores

Beleza cinzelam flores

À sombra dos cacauais

Nascem hortênsias cheirosas,

Orquídeas mais que formosas

Perfume dos laranjais.

 

Tem as morenas faceiras

Que à sombra das laranjeiras

Deitam corpos sensuais

Homens fortes e suados

Pelo sol, lindos, tostados

Trabalhadores braçais.

 

Bahia do céu de anil

Terra-mãe do meu Brasil

Nossa capital primeira

Onde corre nas artérias

Sangue de Maria Quitéria

Mulheres fortes, guerreiras!


Sob o Sol em Dois de Julho

Triunfou com todo orgulho

A Independência total.

Berço de nossa cultura

Onde a crença se mistura

Nesta terra sem igual.


Bahia de Todos os Santos

Tem cravada em seu manto

As cores da liberdade

Onde aportou Pedro Álvares

Nasceu Rui e Castro Alves

Desbravando a imensidade!


Em sua geografia

Tem o mapa da Bahia

O formato do Brasil.

O seu DNA guerreiro

Tá no sangue Brasileiro

Sob o imenso céu anil.

    Jailda Galvão Aires

  17/novembro de 2025