terça-feira, 8 de julho de 2025

NOVO AMOR É MAIS GOSTOSO (Pagode)

Pra esquecer um velho amor

O segredo é um novo

Pra esquecer um velho amor

O remédio é um novo 

Nasce bem mais forte a flor

E mais linda no renovo

Nasce bem mais forte a flor

E mais linda no renovo

É é é

Novo amor é mais gostoso

É é é

Novo amor é mais gostoso

 

O passado já passou

O futuro te espera

O inverno é quem aduba

Os jardins na primavera

Fecha a porta da tristeza

E escancara as janelas

Deixa vir 

Vida nova te espera

Deixa vir 

Vida nova te espera


Surfa a onda, vai com gás

Faz da vida um novo astral

Pois quem olha para trás

Vira estátua de sal

Parte para um novo amor

Abre os braços num abraço

Deixa,  vir...

Encaixar no teu regaço

Deixa, , vir...

Encaixar no teu regaço

Nasce bem mais forte a flor

E mais linda no renovo

É é é

Novo amor é mais gostoso

É é é

Novo amor é mais gostoso.

Salvador, 08/07/25 Jailda Galvão


terça-feira, 24 de junho de 2025

RENATO - MEUS OITO ANOS

Quantas lembranças eu tenho

Arquivadas no meu peito

Pretérito mais-que-perfeito

Vivências que não tem fim.

Recordações que parecem

Estrelas que resplandecem

E brilham dentro de mim

 

Quantas saudade eu tenho
Da minha eterna criança

Da casa e da vizinhança

Do lugar onde vivi

Da Itamotinga dourada

Montanhas esbranquiçadas

Pedra em tupi-guarani

 

São lembranças tão ditosas
Os dias de minha infância,
Da casa, guardo a fragrância,

Tão bela como um poema

Cada mano que chegava

As roupinhas perfumadas

Com incenso de alfazema

 

Quão alegres eram os dias

E as noites de São João

Estrelas beijando o chão

Canjica e mungunzá

Ruas cheias de fogueiras,

Fogos, forró, brincadeiras,

Itamotinga a dançar.

 

Como esquecer o Natal?!

No presépio os sapatinhos

Esperando os presentinhos

Uma alegria sem igual

A noite o carrossel,

Comidas, doces a granel,

Festança no arraial.

 

Jayme Galvão e Zildinha

Faziam a festa inteira

Dirigiam a brincadeira

Numa alegria sem igual

Barracas, doce a granel,

Sanfona no carrossel

Festança no arraial,

 

Eu gostava de aprontar,

Com minhas caras irmãs,

Que ao despertar de manhã,

Lá no teto balançando,

Suas bonecas. Coitadas!

Tão belas, mas, enforcadas,

Saiam as duas chorando.

 

E os roletes de cana

Os grandes eram só meus,

Das manas se via o céu

Pois os cortava fininho,

E os canudos de mamão

Eu ficava com o grandão

Bebia a água sozinho.

 

E a guerra de mamona

Eu no alto da mangueira

Manos no chão em fileira.

Embaixo chumbo levando,

Tonho e Chico - os caçulas,

Apanhavam como mulas,

Eu só sorrindo e atacando

 

De Sampa, a mercadoria,

Trazida pela manada

Deixava a praça tomada

Gente por todos os lados,

À noite nossa família

No salão se reunia

Pondo o preço avaliado.

 

 “De camisa aberta ao peito”

 No riacho, em pleno sol,

 Pescava com meu anzol,

 Piaba e peixe miudinho

 Saia às escondidas

 Fugindo de mamãe Zilda.

 Retornava de mansinho.

 

 Nosso Padrinho Etelvino

 Parecia um adivinho

 Chegava bem de mansinho

 Quando o coro ia cantar.

 Nos livrava do castigo.

Até hoje ainda bendigo.

O meu padrinho chegar.

 

Assim vivi minha infância

Jogando bola na rua

Ao clarão da grande lua

Clareando o arraial 

Pique esconde, e pelada,

Guerra com a molecada

Gude e batalha naval.

 

Certo dia eu me dei conta,

Que minha infância fugia,

Para Ilhéus eu partiria

Pra estudar de verdade

Papai dormiu ao meu lado

Os dois deitados abraçados

Soluçando de saudade.

 

Partimos em dois cavalos

Numa tristeza sem fim

Pensava dentro de mim

Viver sozinho eu vou.

Moraria num internato,

Para alegria, de fato,

Tia Nair me adotou.

 

E assim meus oito anos

Bem descrito por Abreu

Confesso encontrei o céu

Em cada verso descrito

A minha infância querida.

Guardarei por toda a vida

Os anos mais que benditos.

    De: Jailda Galvão Aires

Para Renato Andrade Galvão



 

 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

VALSAR MEUS SONHOS

 Anseio numa valsa valsar meus sonhos.

Reclinar-me em campos aveludados...

Ouvir meus risos pueris, risonhos,

Que se esconderam lá no meu passado.

 

Quero em meu canto catar estrelas,

E escondê-las em caixas de cetim.

E assim, ninguém virá surpreendê-las,

Nem escondê-las bem longe de mim.


Quero o lume de mil vaga-lumes

Ilumiando a noite de pique esconde

Onde a menina do meu olhar negrume,

Colha o perfume da florida fonte


Quero no dorso de mil borboletas,

Irrequietas, em direção ao céu.

Pintar o espaço de azul violeta

Ser Julieta nos braços de Romeu.

 

Quero dançar sorrindo em cada dança

Vivificar meus sonhos mais sonhados

Enlaçados à minha eterna criança

Numa aliança, com o meu passado.

    Jailda Galvão Aires

domingo, 4 de maio de 2025

EU A LÉM DA FÍSICA

Nessa metamorfose inconstante,

Serei eu uma crisálida encantada,

Batendo as asas num voo triunfante!

Lagarta, borboleta, gnomo, fada.

 

Serei girino na lagoa serena,

Jamais um sapo transformado em rei.

Não mudarei a vida através da pena,

Nos versos, controversos, que eu criei.

 

Não quero alterar os pensamentos,

E nem as contorvérsias existentes.

Embebo-me na luz do firmamento,

Sem esperar que alguém me oriente

 

As estrelas  que vemos tão distantes,

Mortas estão, mas, vivem ao brilhar!

Serei na vida mais um ser errante...

Metafísica eu sou ao filosofar.

     Jailda Galvão Aires

BIBLIOTECA MUNDIAL DE LETRAS Y POESÍA

Tema: Essa metamorfose ambulante maio/2025

 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

ÁRCO ÍRIS DE FLORES

Rosa vermelha (1)

néctar da abelha

rubra paixão

do coração

cheia de mel

voou ao léu

posou no céu

 

Cravo laranja (2)

com sua franja

trás energia

muita alegria

toda faceira

voou ligeira

a terra inteira.

 

O girassol (3)

seguiu o sol

todo amalelo

foi pro castelo

subiu a torre

num corre corre.

o céu percorre

 

A verde flor (4)

qual beija-flor

pôs a grinalda

de esmeralda

estonteante

subiu o monte

voou distante

 

A flor azul  (5)

a rosa blue

saiu andando

corrupiando

desceu o rio

logo sumiu

ninguém mais viu.

 

A-flor-de-lis (6)

toda feliz

viu a anileira

bela, faceira

correu atrás

como num ás

não voltou mais.

 

A flor violeta (7)

qual borboleta

voou voou

sobrevoou

onde pousou

Ninguém achou

não mais voltou


As sete flores

as sete cores

as sete íris

um arco-íris

que a terra alcança

fez-se aliança

de Deus herança

Jailda Galvão Aires

Rio 21 de junho de 2025.


 






 vermelho- laranja - amarelo - verde - azul - anil- laranja- vermelho







O arco-íris

roubou a íris 



ADEUS ADEUS

Ontem

eu te amei

me entreguei

extravasei

te sublimei

eras só meu

dissestes adeus. 

Hoje

inda te amo

 por ti eu chamo

por ti derramo

me esparramo

nos sonhos meus

nos beijos teus

Amanhã

amar-te-ei

levar-te-ei

relembrarei

meu doce rei

Julieta sou eu

amado Romeu

A vida passando

Vou conjugando

te esperando

não te encontrando

por ti chorando

em vão clamando

não és mais meu

pra sempre adeus.

adeus, adeus...

Jailda Galvão Aires...