quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
ESPERANÇA
A "esperança é a última que morre",
E a primeira a nascer da fé inabalável.
Como a bússola, conduz quem a recorre.
É a nascente de um rio inesgotável.
A esperança é luz sublime que socorre
Nos equilibra numa corda mesmo instável
É pisar firme na estrada que percorre,
Mesmo que a trilha pareça insuperável.
E a primeira a nascer da fé inabalável.
Como a bússola, conduz quem a recorre.
É a nascente de um rio inesgotável.
A esperança é luz sublime que socorre
Nos equilibra numa corda mesmo instável
É pisar firme na estrada que percorre,
Mesmo que a trilha pareça insuperável.
Ter Esperança é confiar que o impossível
É realizável pois nada é intransponível
Mantendo em Deus a fé sempre aquecida
Vem da certeza que esta força incrível
Torna provável o que é inconcebível.
É fé em Deus. É graça. É prece atendida.
Rio, 30/04/2020 . Jailda Galvão Aires
Rio, 30/04/2020 . Jailda Galvão Aires
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
ALCANCANDO A PAZ
Transponho o tempo linear
Sem drogas alucinógenas
E sem naves planetárias.
Acalmo a minha alma
Alcanço o alfa - o mais profundo de mim.
Viajo solta, leve e liberta - passageira do tempo...
Transponho linhas que procuram me delimitar.
Alcanço por instantes a paz inefável, suprema
Alcanço o céu, canto com os anjos
Louvo ao criador e desperto plena, renovada.
Descanso em meus braços numa paz imaculada.
JGAires 01/2020.
Sem drogas alucinógenas
E sem naves planetárias.
Acalmo a minha alma
Alcanço o alfa - o mais profundo de mim.
Viajo solta, leve e liberta - passageira do tempo...
Transponho linhas que procuram me delimitar.
Alcanço por instantes a paz inefável, suprema
Alcanço o céu, canto com os anjos
Louvo ao criador e desperto plena, renovada.
Descanso em meus braços numa paz imaculada.
JGAires 01/2020.
domingo, 8 de dezembro de 2019
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
SAGA DOS RETIRANTES
No ar odor e poeira.
Terra seca e rachada,
Trincando a pá e a enxada,
Sem cercado e nem beira.
Tendo o sol por fronteira,
Que castiga e inferniza,
Nenhum sopro de brisa,
Só o gemer da porteira.
A fome leva à cegueira,
A cada criança-palito.
Neste sertão maldito,
Só raízes na chaleira.
O gado, morrendo à beira
De um fétido sequeiro.
Murchou o verde rasteiro,
Só fome, pranto e caveira.
Terra seca e rachada,
Trincando a pá e a enxada,
Sem cercado e nem beira.
Tendo o sol por fronteira,
Que castiga e inferniza,
Nenhum sopro de brisa,
Só o gemer da porteira.
A velha e seca parreira,
Não dá sombra nem abrigo.
No chão um imenso jazigo,
De corpos nus em fileira.
Uma vazia algibeira,
No ombro roído de um forte,
Carrega o cheiro da morte,
Tange aves carniceiras.
Não dá sombra nem abrigo.
No chão um imenso jazigo,
De corpos nus em fileira.
Uma vazia algibeira,
No ombro roído de um forte,
Carrega o cheiro da morte,
Tange aves carniceiras.
A fome leva à cegueira,
A cada criança-palito.
Neste sertão maldito,
Só raízes na chaleira.
O gado, morrendo à beira
De um fétido sequeiro.
Murchou o verde rasteiro,
Só fome, pranto e caveira.
Cheirando odor e poeira.
Segue em fila o retirante,
Sangrando os pés e a fronte,
Dor doída e costumeira.
Numa prece derradeira,
Leva as mãos ao infinito,
Ninguém escuta um só grito,
Surdo o céu e a terra inteira.
Segue em fila o retirante,
Sangrando os pés e a fronte,
Dor doída e costumeira.
Numa prece derradeira,
Leva as mãos ao infinito,
Ninguém escuta um só grito,
Surdo o céu e a terra inteira.
Há uma culpa cegueira,
De uma corja que se elege.
Mas só aos bancos protege,
E a vida financeira.
Tem por cativa a cadeira,
Fomenta a "Indústria da seca”
O pobre não tem defesa...
De uma corja que se elege.
Mas só aos bancos protege,
E a vida financeira.
Tem por cativa a cadeira,
Fomenta a "Indústria da seca”
O pobre não tem defesa...
Só morte exílio e canseira.
A classe
politiqueira
Promete a
cada eleição
Levar agua
pro sertão
Mas vive da
roubalheira.
A seca não
gera a fome
A ganância é
que consome
Toda a verba
brasileira.
-
Tenho filho e companheira
Animais
que estão morrendo
Cadê
as verbas? Não entendo
Não
tem água na torneira!
Porque
Israel floresce?
Se
o Brasil mesmo quisesse
Brotaria
a Pátria inteira.
Jailda Galvão Aires 13/05/2010 What do you want to do ?
New mailterça-feira, 26 de novembro de 2019
SUSSURROS DE AMOR
Se
teu sopro me inquieta,
Nos teus beijos sou poetisa,
Nos teus beijos sou poetisa,
Nos
teus braços sou poeta.
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
META-VERSO CONTROVERSO
Quem disse que o multiverso
Não cabe no meu poema,
Desconhece o metaverso,
Versátil do meu Sistema.
Não cabe no meu poema,
Desconhece o metaverso,
Versátil do meu Sistema.
Organizo cada verso.
Sem conta nem teorema
Ponho todo o universo
Nas linhas de um só poema.
Sem conta nem teorema
Ponho todo o universo
Nas linhas de um só poema.
Neste mundo adverso
-Do virtual ao cinema,
-Do virtual ao cinema,
-Imagino cada verso.
Sem avatar, sem esquema.
Sem avatar, sem esquema.
Se meu jeito é controverso
A liberdade é meu lema
Viajo todo o universo
Nas asas do meu poema
Ponho arco-íris no verso
Adorno-o com um diadema.
Na roupagem deixo imerso...
Chuviscos de alfazema.
Jailda Galvão Aires Rio. 05/10/2019
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