segunda-feira, 14 de março de 2011

"FI-LO PORQUE O QUIS" -FILOSOFEI

Filosofei demais na minha vida.

“Fi-lo porque o quis” não culpo ninguém

minha foi sempre  assim...
contemplativa,

gnóstica,

inquieta,

reflexiva...

 

Meus pensamentos 
vão muito além de mim.

Conheci a insônia muito cedo

carregada de fantasmas e de medos

que só apavoravam a mim.

somente a mim.

viajante compulsiva

transponho o espaço-tempo

Sem naves espaciais

Sem cintos de segurança

Balancei em toscas redes,

revirei meus travesseiros

e em noites de lua cheia

vendo o mar tecer a areia,

quantas bobagens eu pensei...

somente eu sei. 

Minha infância foi cheia de por quês.

quando jovem, nada pude afirmar.

hoje, na idade das negações...

quem disse que vou negar

validar ou invalidar contradições? 

 A insônia? Mal congênito em minha mente.

vou continuar refletindo, perguntando...

só Deus sabe  porque e até quando,

planarei no futuro em busca do presente.

    Rio, 13/03/2011 . Jailda


 
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domingo, 6 de março de 2011

CINCO DE SETEMBRO – Helder e Graciela (BODAS DE FLORES)


       
                    - Helder e Graciela -
                    Que o amor floresça como o trigo,
                    Que haja fartura de pão e carinho.
                    Que o abraço seja o eterno abrigo
                    Por toda a vida, no calor do ninho.
 
                    Junto à mesa compartilhem o pão.
                    Dividam a paz de um lar ditoso.
                    No convívio da feliz união,
                    A segurança de um crescer brioso.

                     Amem-se cada dia mais e mais,
                    Multipliquem amor numa equação
                    Em que o produto seja sempre igual.

                     Setembro, cheio de sonhos reais.
                     As primaveras se repetirão,
                    Douradas, como sol beija o trigal.
              
                      Jailda Galvão Aires/2011/13

     

TEU NOME NA AREIA



Escrevi o teu nome mil vezes na areia.
De dia, de noite até me cansar
Um céu de estrelas, eu fiz do teu nome
Azul, todo azul no espelho do mar

Rasguei os meus versos, desfiz meus poemas
Deixei que apagasse o teu nome da areia
As ondas molharam o meu corpo sem pena
O teu rosto, porém eu não pude apagar.
Ilhéus, 1968







sábado, 5 de março de 2011

Salmo I (versão)


Feliz aquele que segue 
Os caminhos da justiça
Não ouve conselhos maldosos
De conspiradores ociosos

Cumpre a doutrina do Senhor
Onde encontra entusiasmo e vigor.
Será forte e bendito na terra,
E tudo o que realiza prospera,
Sua oração tem cheiro afável e bom
Espalha no ar o Aroma de Saron.

Como a árvore finca suas raízes
Junto à água onde nutre seiva e mel.
É verde a sua folhagem
E doces os seus frutos
Puras bênçãos recebidas do céu.

Mas os ímpios - palhas ao vento,
Não farão parte na colheita de Deus
Impuros são seus atos e pensamentos.
Por isso expiarão ao peso da sentença.
Mas o justo terá o céu por recompensa.
            Rio 27.08.2010

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ESCADA AO CÉU

Se todos os livros inspirados
Na vida do Filho de Deus
Fossem verticalmente empilhados
Construiríamos uma escada
Que alcançaria o céu.

Como entender que Jesus Cristo
O Mestre de todos os mestres
NENHUM SÓ LIVRO ESCREVEU?

Jailda Galvão Aires

domingo, 27 de fevereiro de 2011

11 DE SETEMBRO





     As Torres Gêmeas
    Gemeram pálidas de horror
    E tombaram indefesas
    Ante a “força do terror”
                     Jailda Galvão Aires 

                      Rio, 11/09/2001.   


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

BOLHAS DE SABÃO

Com um leve sopro dos meus lábios,
Desprendem-se bolhas de sabão.
Rompem o cordão umbilical,
E num engatinhar moroso,
Precipitam-se em voos sinuosos.

Quanto mais leve a brisa,
Mas rodopiam sorrateiras,
Fotografando os lampejos do sol,
Numa mágica que abduz a terra inteira. 

Circulando em leves espirais.
Roubam o  vislumbre da natureza:
O verde rendado das matas, 
O matiz das inefáveis flores,
E todo o céu bordado em cores.

Nossos corpos viajam com elas,
E com elas, transitam os olhos da alma.

Como sequestrados por naves espaciais,
Assim são nossos sonhos passageiros,
Valsando leves, ilusórios, fagueiros,
Impressos na "caixa preta" da vida.

Toda beleza se esvai, num voo desigual
E explode ao sopro de um simples vendaval.

Chuva de lágrimas, queima nossos olhos.
Enquanto a vida presa a tanta recordação,
Desaparece num breve lampejo, 
Como se apenas fosse -Bolhas de sabão.

Rio, 11/06/2010- Jailda Galvão Aires
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